DICA DE QUADRINHO | Superman: Red Son, de Mark Millar


Superman matou foi pouco!

Até porque, o Superman não mata.

Governar não é uma tarefa fácil, principalmente quando sua intenção não é comandar um povo, mas apena ajudar da forma que conseguir.
E nessa árdua jornada para tornar do mundo um lugar melhor, o campeão da União Soviética, o herói do proletariado, o orgulho comunista, o nosso camarada Superman, passa pelos mais diversos perrengues para tentar pacificamente implantar o socialismo nesse mundão loko virado no capitalismo, e lidar com as encrencas cabulosas do seu amiguinho menos assumido de sempre, Lex Luthor.

 

O fato de todos conhecerem as histórias do Superman como mitos já consolidados na cultura e no imaginário popular, permite que essas histórias sejam recontadas com total liberdade de não explicar referências e modificar a vontade, abusando de licença poética e aproveitando o vasto universo DC, para criar um mundo alternativo totalmente novo.
Com isso temos maravilhosas obras a nossa disposição, e Superman - Red Son, é mais uma que constrói uma nova lenda acima de uma já existente, de forma primorosa, inteligente e criativa.

Permita se perguntar. E se o Superman tivesse crescido na Ucrânia ao invés do Cansas? E se o maior herói do mundo fosse russo ao invés de americano? Imagine as mudanças que isso traria para os cursos da história.

Foi pensando nisso que o aclamado roteirista Mark Millar (Kick-Ass, Guerra Civil, Wanted), criou um novo universo para mais uma história que celebra o espírito heroico do eterno homem de aço.


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