Os vampiros de Scott Snyder

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 Não sou nenhum especialista na mitologia dos vampiros, mas assim igual a muitas pessoas adoro uma boa história sobre os mesmos, mas hoje em dia uma boa história de vampiros está quase extinta, vivemos numa época onde vampiros parecem ter saídos dos seriados teen dos estúdios Disney. Em meio a essa devastação e pouca vergonha que vem sendo feito com o gênero de horror nos meios de entretenimento surge Scott Snyder com parceria de ninguém menos que Stephen King com a série Vampiro Americano, com ilustração de Rafael Albuquerque. Vencedora do prêmio Eisner a série é publicada pelo selo Vertigo.


Scott Snyder
 A história começa com um dos bandidos mais perigosos do velho oeste, Skinner Sweet, que preso e sendo transportado para sua sentença ele é atacado por um vampiro europeu, da maneira clássica que conhecemos, só que esse ataque resulta num surgimento de uma nova raça de vampiro, o Homo Abominum Americana. A segunda pessoa é ser transformada na nova espécie de vampiro é a jovem atriz Pearl Jones. Com o desenrolar da trama nos é apresentado um grupo de agentes que tem como missão matar vampiros, capturá-los e estudá-los, os Vassalos da Estrela da Manhã, onde posteriormente, tanto Skinner Sweet como Pearl Jones acabam por se integrar no grupo.
Rafael Albuquerque
                                                                          
 O que eu acho mais interessante na série é o universo criado nele pelo Scott Snyder, onde ele remonta uma série de vampiros que permanecem na terra  desde épocas arcaicas, passando sempre por mutações, os vampiros são classificados pelos Vassalos da Estrela da Manhã pela seguinte forma:


Homo Abominum: São vampiros arcaicos, os primeiros da espécie, ainda assim conseguem manter um autocontrole em si mesmos.

Cárpatos: São os vampiros como conhecemos, os vampiros europeus, que não podem pegar sol, nem nadar.

Homo Abominum Americana: São os vampiros americanos, evoluídos,  têm suas fraquezas como a lua cheia e ouro. Mas são mais fortes que os Cárpatos.

Há também os antigos, o qual não é denominado, sua existência é datada antes da humanidade, são seres gigantes, que foram extintos pelos Cárpatos. Essa parte é contada em Vampiro Americano: Seleção Natural. Eu gostaria que ele, Scott Snyder, se aprofundasse mais nessa mitologia inventiva, inventei agora esse termo. Em Vampiro Americano: O Senhor do Pesadelo, é mostrado o primeiro dos Cárpatos, denominado Drácula, mas não o de Bram Stoker, ele foi denominado assim por ser o primeiro e o mais forte da espécie, com poderes de manipulação mental.

 Outra coisa que é bastante interessante é a história que vai se seguindo década por década, diversificando personagens e cenários de épocas diferentes, nunca deixando a série uma coisa monótona. Bom, resumindo, Vampiro Americano é a série que lavou minha alma em relação a histórias de vampiros, é uma boa dica para quem gosta do gênero, e quem não gosta, talvez vá gostar. 



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