O que podemos aprender com DC's Legends of Tomorrow?

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Legends of Tomorrow reúne alguns personagens não muito heroicos do universo DC em sua equipe principal. Temos dois ladrões, um traidor, uma assassina, e uma galera que, diferente de outras equipes de super heróis, não tem receio de matar. Então o que podemos aprender com Legends of Tomorrow?

2016 tem sido um bom ano para adaptações de super heróis. Enquanto a Marvel tem ganhado mais filmes e séries incríveis inspiradas em seus quadrinhos, os fãs da DC Comics puderam comemorar o início do universo compartilhado no cinema, e a expansão do universo compartilhado na TV, que ganhou duas novas séries, Supergirl e DC's Legends of Tomorrow. 
Legends em especial reúne vários personagens da editora, formando uma equipe não muito convencional, uma espécie de Liga de Justiça misturada com Esquadrão Suicida. Temos heróis e vilões trabalhando juntos, e essa é uma das coisas cujo qual podemos aprender algo. Mas vamos com calma.

Na série, Rip Hunter, um viajante do tempo interpretado por Arthur Darvill (sim, o Rory de Doctor Who), precisa de ajuda para enfrentar uma ameaça que destruirá seu futuro junto com sua família. Para isso, ele convoca uma equipe de personagens formada por Gavião Negro, Mulher Gavião, Átomo, Nuclear, Canário Branco, Capitão Frio e Onda Térmica. Seu argumento para por toda essa gente junta, é o de que no futuro eles não seriam lembrados nem como heróis e nem como vilões, mas sim como lendas. E daí já se tira a primeira lição da série. Não importa o qual mau você seja ou o qual ruim foram seus atos, você pode sim fazer algo bom. 
Porem mais tarde ele revela que reuniu tais pessoas por elas terem pouco peso na história. Sendo assim não alterariam o futuro se sumissem por algum tempo (enquanto estivessem ajudando Rip). No lugar de se chatearem com tal revelação, lideram com isso da forma mais construtiva possível. Se eu não tenho peso na história, então eu não devo ter feito nada de importante ou que impactasse o meu tempo. E agora que eu sei disso, não vou continuar a tomar esse caminho vazio. Farei a diferença que eu não faria, se não tivesse tido esta oportunidade.

Os personagens são muito diferentes um do outro em vários aspectos, e vê-los trabalhando juntos, apesar dessas diferenças, é lindo. Além disso também temos heróis negros, uma heroína lésbica e o que talvez possa ser o primeiro herói idoso das séries de super heróis (lembremos que nas séries em geral, Doctor Who nos trouxe o primeiro herói idoso em 1963). Há um episódio muito bom que aborda preconceitos, racismo e o quanto as pessoas se prendem a costumes. Em outro, é abordado o quão simples e até bom é aceitar que as coisas nem sempre são como queremos. Cada um pode tirar sua leitura da série. Vale a pena conferi-la e principalmente maratonar, já que temos uma primeira temporada completa. Então boa diversão!


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